2º Modelo das Nações Unidas promove debates entre estudantes
Realizada nesta sexta-feira (3), atividade discute diplomacia e questões globais
O 2º Modelo das Nações Unidas reuniu os estudantes da turma 2025 do IMPA Tech, nesta sexta-feira (3), para uma série de debates sobre diplomacia, política e questões globais. A atividade faz parte da disciplina “Construção de Narrativas Textuais”, ministrada pela professora Cilene Rodrigues, que ensina os estudantes a lidar com situações formais de discussão e resolução de problemas.
“O Modelo da ONU é bem difundido no mundo inteiro e é utilizado para ensinar os alunos a terem noção de perspectiva. As pessoas, de modo geral, vivem muito em defesa de seus pontos de vista, mas nesses modelos é necessário se colocar na posição do outro e aprender a dialogar, mesmo quando as posições são contrárias. Isso é importante porque prepara o aluno a debater e estabelecer diálogos”, explicou a professora Cilene.
Divididos nas salas de aula do Porto Maravalley, os estudantes representaram diferentes delegações de países para trabalharam quatro temas: Trabalho Análogo à Escravidão; Políticas de Implementações Tarifárias na Economia Contemporânea; Marco Regulatório da Internet; e Implementação de Data Centers em Países em Desenvolvimento. Os tópicos foram escolhidos entre os graduandos e a comunidade acadêmica, ao analisar quais assuntos possuem maior interesse público.
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), uma lista de 17 metas globais estipulada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 2015, foram pontos que guiaram os debates. Acordos internacionais, compromissos históricos e possíveis alternativas sustentáveis para problemas do nosso tempo foram discutidas. Exemplos reais foram abordados, como o Tarifaço do Governo Trump, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e a construção de um data center no Rio de Janeiro.
A aluna Nicole Freire representou os Estados Unidos na sessão sobre políticas tarifárias. “Como é um exercício de perspectiva, primeiro precisei me preparar mentalmente para me colocar no lugar do outro, separando opiniões pessoais da minha posição no debate. Li diversas ordens executivas no site da Casa Branca e organizei as informações para embasar meu cargo e assumir essa postura”, contou, sobre a preparação para o debate.

O Modelo das Nações Unidas aconteceu também em 2024 e faz parte da proposta interdisciplinar do IMPA Tech. “Nunca imaginei que teria essa vivência num curso de exatas, mas achei a proposta muito interessante, porque nos ensina a sermos mais diplomáticos. Seja no mercado de trabalho ou na academia, vamos precisar lidar com discordâncias e debates, mas sempre com respeito e empatia”, acrescentou Nicole.
Manuela Ronconi, secretária-geral desta edição do modelo, reforçou a importância da interdisciplinaridade na vida real. “A matemática está no cerne das decisões da ONU: nos relatórios estatísticos sobre pobreza, educação e saúde, nas metas numéricas dos ODS, nos cálculos de emissões de carbono, nas projeções de crescimento populacional e até na modelagem de cenários de guerra e paz. Os números ditam as políticas públicas e conectam projetos com as necessidades reais”, disse.
Para a aluna, os cursos de exatas precisam estar mais conectados com as disciplinas humanas, para formar um profissional pronto para lidar com os desafios do futuro. “Os profissionais da área de exatas são taxados como pessoas alienadas das humanas, mas a grade curricular precisa unir essas áreas, principalmente as linguagens com a matemática. Vejo muito isso aqui no IMPA Tech e acredito que seremos profissionais completos, com uma bagagem interseccional.”
A diplomacia continuará a ser trabalhada na disciplina ao longo deste semestre no bacharelado em Matemática da Tecnologia e Inovação. Em 17 de outubro, o IMPA Tech espera receber cônsules da Alemanha, Inglaterra, Portugal, Dinamarca e França para uma roda de conversa. Promovida também pela professora Cilene, o objetivo do encontro é promover reflexões sobre as missões diplomáticas e as diferentes visões de mundo.
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