Alunos de todo o país participam de torneio de Física, no IMPA Tech
BPT-2025 promove debates científicos entre jovens; UFMG foi a universidade ganhadora
O 8th Brazilian Physicists’ Tournament (BPT), realizado no IMPA Tech entre 8 e 10 de dezembro, reuniu alunos de graduação e pós-graduação de todo o país e se consagrou como a maior edição da competição universitária de física, realizada anualmente desde 2017. O torneio, que promove discussões de problemas reais e inovadores da disciplina, aconteceu no Rio de Janeiro pela primeira vez e consagrou o grupo da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) como o campeão nacional de 2025.
Neste ano, sete equipes participam dos “Physics Fights”, rodadas de apresentação dos problemas. Os alunos Anderson Aquiles, Felipe Giehl, Lucas Paulo Gonçalves e Suelen Veiga representaram o bacharelado em Matemática da Tecnologia e Inovação no grupo “UFRJ – IMPA Tech”, ao lado de estudantes do Instituto de Física da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). A união dos alunos das diferentes instituições nasceu naturalmente devido à parceria entre o IMPA Tech e o IF-UFRJ, que promove um intercâmbio acadêmico de pesquisadores para ministrarem aulas no Porto Maravalley.
O professor do IMPA Tech Cláudio Lenz fez parte da organização do BPT-2025, que reuniu – além das universidades participantes – instituições de pesquisa do Rio para avaliarem as apresentações. “Foi a maior edição realizada até hoje. Tivemos um número recorde de participantes e os alunos do IMPA Tech gostaram muito da experiência”, disse.
O evento marcou a primeira participação de alguns jovens em torneios nacionais. “Foi uma experiência incrível de muito aprendizado e diversão”, disse Suelen, que conciliou a preparação para a competição com as aulas da graduação. “Em grupo, realizamos parte dos experimentos solicitados e treinamos as apresentações. Acho que tivemos um bom desempenho, em especial levando em consideração que era uma nova experiência para a maioria de nós”, acrescentou.
As equipes devem apresentar ideias originais e inovadoras, com resultados experimentais e teóricos. Entre os temas abordados, estão problemas do cotidiano, como a brincadeira do telefone de lata, a investigação física dos buracos que se formam na superfície do arroz durante o cozimento, e a duração da vida da espuma formada ao servir cerveja em um copo, por exemplo. “São problemas interdisciplinares e inusitados que envolvem matemática, computação e assuntos do dia a dia. Não são problemas tradicionais dos livros e não possuem soluções fechadas, então cada grupo propõe suas alternativas. Essa cultura de atacarmos problemas reais e não ficar somente na teoria é o que falta na educação e na ciência no Brasil”, disse o professor Lenz.
Além dos grupos da UFMG e da “UFRJ – IMPA Tech”, alunos da USP (Universidade de São Paulo), Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), UPE (Universidade de Pernambuco), UFABC (Universidade Federal do ABC) e UFBA (Universidade Federal da Bahia) participam do BPT-2025 nas salas de aula do IMPA Tech, na zona portuária do Rio de Janeiro. Cada equipe é composta por três a seis estudantes.
O BPT-2025 também promoveu networking entre as instituições participantes. “É uma experiência extremamente rica. Trocamos informações sobre ferramentas, assuntos de pesquisa e os alunos fazem conexões em diferentes universidades do país”, afirmou Lenz. Para o aluno Lucas Paulo, os encontros permitem a colaboração científica, que considera fundamental nos dias atuais. “Sem colaboração científica, mesmo que ainda possam acontecer avanços específicos importantes, não otimizamos o uso dos nossos recursos e, no geral, não conseguimos pensar nas realidades de outras pessoas”, afirmou.
O grupo vencedor do BTP-2025 já está classificado para o IPT 2026 (International Physicists’ Tournament), fase global da competição acadêmica, que acontece entre 26 e 30 de maio de 2026, na Universidade Estadual de Oklahoma, nos EUA.
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