Alunos do IMPA Tech acompanham palestras do Instituto Serrapilheira
Seminários fazem parte da Formação em Ecologia Quantitativa
A Formação em Ecologia Quantitativa do Instituto Serrapilheira – programa interdisciplinar que integra diferentes áreas do conhecimento para abordar questões da ecologia – ocupou as salas de aula do IMPA Tech ao longo das últimas semanas. O curso é destinado a estudantes de todas as áreas do conhecimento que estejam no fim da graduação ou no mestrado, mas abriu parte da programação para os estudantes do bacharelado em Matemática da Tecnologia e Inovação.
Os jovens do IMPA Tech acompanharam seminários semanais de diferentes áreas da biologia e como os métodos quantitativos podem ser aplicados em cada um deles. A participação foi contabilizada como Tema de Estudo Dirigido deste período. A partir de uma análise de questões científicas contemporâneas, especialistas convidados abordaram tópicos centrais na ecologia e em suas interfaces com outras áreas, como espécies invasoras, doenças emergentes, restauração e ecologia urbana.
“Foi muito interessante observar a integração entre a biologia com a matemática, física e tecnologia. Entender os conceitos básicos da ecologia de cada tema, ver toda a parte das pesquisas que são feitas, e ver de fato uma aplicação dos conhecimentos das áreas de exatas para isso foi algo que abriu um horizonte de possibilidades para a interdisciplinaridade”, destacou o aluno David Farina.
Para o graduando do IMPA Tech, a palestra sobre a ecologia de espécies invasoras foi marcante, especialmente pelo uso de machine learning para mapear o comportamento dos animais. “Não fazia ideia de que algumas espécies de plantas e animais tão comuns eram invasoras. Ver como podemos modelar matematicamente o potencial de sucesso de uma espécie exótica, e como isso pode ajudar no controle dessas espécies, foi algo que me impressionou”, disse.
Kathleen Mahra, mestre em Ecologia e Conservação pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e doutoranda no Programa de Recursos Naturais do Cerrado na Universidade Federal de Goiás (UFG), foi uma das 30 pessoas contempladas pelo edital da formação do Serrapilheira. Para ela, o espaço do IMPA Tech foi um diferencial no curso. “É um ambiente agradável e seguro. Tudo é muito novo, limpo e organizado. A estrutura está acima da média comparada com as universidades públicas do país. Além disso, é uma oportunidade muito grande ter uma graduação voltada para matemática aplicada. Fiquei surpresa positivamente com o curso”, disse.
Além da interação nas salas de aula e nos corredores do Porto Maravalley, os graduandos do IMPA Tech tiveram contato com os alunos da formação fora do espaço acadêmico. “Tivemos um dia de palestra no bar, estilo pint of science, conversamos sobre outros assuntos além das palestras. São todos muito inteligentes e tenho certeza que vão super longe na carreira”, destacou Kathleen.
Para Farina, a experiência foi importante para uma formação completa. “Ver além da teoria, todas as aplicações práticas e possibilidades reais, nos abre portas e horizontes dentro da nossa área. Além disso, a integração com as pessoas também é essencial, pois no mundo acadêmico e corporativo a cooperação é fundamental”, disse.
Criada em 2021, a Formação em Ecologia Quantitativa do Instituto Serrapilheira entrou na 6ª edição este ano e, pela primeira vez, as aulas em janeiro e fevereiro ocorreram no IMPA Tech. “A aproximação entre a formação em Ecologia Quantitativa do Instituto Serrapilheira e o IMPA Tech é muito rica, pois reúne estudantes com formações, habilidades e perspectivas diversas que se somam. Essa primeira experiência já evidenciou o enorme potencial da parceria, e esperamos que seja apenas o início de uma colaboração recorrente”, afirmou a gerente acadêmica do IMPA Tech, Nara Bobko.