Alunos visitam a Fiocruz em estudo sobre doenças infecciosas
Experiência aproxima teoria estatística de desafios reais da saúde pública brasileira
Estudantes do bacharelado em Matemática da Tecnologia e Inovação do IMPA Tech visitaram, nesta quarta-feira (22), as instalações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Manguinhos, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A atividade foi conduzida pelo professor Leonardo Bastos, que também atua como pesquisador no Programa de Computação Científica (PROCC) da instituição, e integrou o estudo dirigido “Modelagem estatística de doenças infecciosas”.
A visita proporcionou aos estudantes um contato direto com o ambiente de pesquisa e com a história de uma das principais instituições científicas do país. “O que mais me chamou atenção foi a dimensão da Fiocruz e o nível de organização necessário para lidar com diferentes áreas que impactam diretamente o Brasil, como vacinas, pesquisas epidemiológicas e análise estatística. Também achei muito interessante conhecer a trajetória da instituição ao longo do tempo”, afirmou a aluna Natália Brandão.
O roteiro incluiu um tour pelo Museu da Vida e uma visita guiada ao Castelo Mourisco, onde os participantes conheceram mais sobre a formação da instituição e o desenvolvimento da saúde pública no Brasil. A origem da Fiocruz remonta a 1900, com a criação do Instituto Soroterápico Federal, responsável pela produção de soros e vacinas contra a peste bubônica.
Ao longo de sua história, a fundação esteve envolvida em marcos importantes da ciência no país, como a criação do Departamento Nacional de Saúde Pública, em 1920, e avanços em pesquisas epidemiológicas. Entre eles, destacam-se o isolamento do vírus HIV pela primeira vez na América Latina, a atuação durante a epidemia de zika e microcefalia e os estudos desenvolvidos durante a pandemia de Covid-19.

Para os alunos, a experiência também evidenciou a diversidade de áreas e profissionais envolvidos na produção científica. “Foi uma grande oportunidade para conhecer um ambiente de pesquisa bastante diverso, que reúne cientistas de dados, biólogos e outros especialistas. Além disso, o espaço também funciona como centro cultural e turístico. No castelo, tivemos contato com documentos históricos, como a tese de doutorado de Carlos Chagas, o que mostra como a pesquisa era conduzida no passado”, destacou o aluno Lucas Vieira.
A visita complementa os estudos que vêm sendo desenvolvidos ao longo do semestre. No estudo dirigido, os alunos exploram métodos estatísticos aplicados à análise de doenças infecciosas, utilizando dados reais e ferramentas como a linguagem R. “Estamos desenvolvendo modelos para doenças como dengue e infecções respiratórias, analisando, por exemplo, o impacto da vacinação na evolução dos casos. É uma área de que gosto muito, e poder aprofundar esse conhecimento ainda na graduação tem sido uma experiência muito enriquecedora”, afirmou a aluna Dulce Costa.
