Atividades culturais marcam domingo de estudantes no Rio
Jovens assistiram a ‘Orquestra da Maré’ e ‘As Centenárias’ em teatros da cidade
O domingo (12) dos estudantes do IMPA Tech foi marcado por atividades culturais em diferentes palcos do Rio de Janeiro. Pela manhã, os jovens assistiram à apresentação da Orquestra Maré do Amanhã, no Teatro TotalEnergies, na Glória. No final da tarde, o espetáculo “As Centenárias” reuniu outro grupo de alunos no Teatro Carlos Gomes, no centro da cidade. As atividades foram organizadas pelo NAP (Núcleo de Apoio Psicopedagógico), promovendo momentos de integração fora da sala de aula.
A Orquestra Maré do Amanhã é um projeto social que atende crianças e jovens do Complexo da Maré, considerado Patrimônio Cultural Imaterial do Rio de Janeiro. No Teatro TotalEnergies, a apresentação fez parte do Festival Conexões. Arte, que contou com atrações musicais, de dança e outras expressões artísticas. O espaço fica no histórico Edifício Manchete, ícone da arquitetura moderna brasileira, projetado por Oscar Niemeyer e com paisagismo assinado por Burle Marx.
O evento marcou a primeira vez da aluna Jakeline Agra, 18 anos, em uma orquestra e em um teatro. “Foram duas emoções ao mesmo tempo. A música toca a gente profundamente e acredito que todos ficaram extasiados. Tinha à minha frente pessoas talentosíssimas e um som maravilhoso. Amei que tocaram vários ritmos musicais, saíndo da nostálgica ‘Aquarela’ para algumas músicas do Luiz Gonzaga, o que me deu uma baita saudade de casa e do meu estado”, disse a jovem de Serrita (PE).
Com mais de 4 mil alunos, a Orquestra já realizou turnês internacionais e se apresentou ao lado de artistas da música brasileira, como Gilberto Gil, Alcione e Anitta. O grupo também já se apresentou para lideranças políticas e religiosas, performou no palco do Rock in Rio e desfilou na Marquês de Sapucaí ao lado da Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis.

Estudantes no Teatro TotalEnergies
Seguindo a programação do domingo, à tarde foi a vez do espetáculo “As Centenárias” ser encenado no Teatro João Gomes, um dos palcos mais tradicionais da Cidade Maravilhosa, com arquitetura em estilo Art Déco. A peça retrata a morte com humor e sensibilidade, transformando o luto em matéria de riso e reflexão a partir do formato de comédia musical. A relação de amizade entre Socorro e Zaninha – carpideiras centenárias que vivem do ofício de chorar os mortos – é a grande trama da obra, que passa pela espiritualidade e o cotidiano do sertão.
“Me envolvi com o enredo e me diverti. A atuação foi muito boa e a trilha sonora chamou muita atenção. Os músicos eram excepcionais e o cenário era lindo. Deu para ver todo o esforço colocado na peça”, disse o aluno Diogo Ismael Ferreira, 18 anos, natural de Juazeiro do Norte (CE).
Essa foi a primeira vez do jovem em uma peça musical. “Na minha cidade não tinha muitas opções, então acabo indo quando surge a oportunidade. Esses eventos do NAP são importantes porque além de ser uma oportunidade de interação entre os alunos, podemos conhecer novos espaços da cidade e sair um pouco da rotina”, acrescentou Ferreira.
Com canções originais compostas por Chico César, o espetáculo é uma versão inédita da história escrita por Newton Moreno, com direção assinada por Luís Carlos Vasconcelos. Os papéis centrais são interpretados por Laila Garin e Juliana Linhares, atrizes nordestinas que trazem para a cena uma forte relação com a musicalidade e com a cultura popular brasileira. Ao longo da trama, as duas mulheres revisitam memórias, disputam afetos, trocam confidências e enfrentam a presença constante da morte.
As duas atividades fazem parte da programação cultural do IMPA Tech. Mensalmente, o NAP promove eventos internos e externos de integração entre os alunos, seja através de espetáculos culturais, rodas de conversa sobre temas de interesse dos graduandos e iniciativas de acolhimento estudantil.
Para Jakeline, as ações do Núcleo são um diferencial da graduação. “Estamos imersos em um ‘mundo novo’, longe da família, em uma região diferente e com pessoas que não conhecia, então a adaptação é uma questão que importa muito. As atividades promovidas pelo NAP me ajudam a não ficar alheia ao lugar onde estou e são muito divertidas”, disse a jovem.
