‘Empreendedorismo nasce de um descontentamento’, diz CEO da Inoa
Workshop ‘Empreendedorismo e Inovação’ foi realizado nesta segunda (30) no IMPA Tech
O empreendedorismo não começa necessariamente com a abertura de uma empresa, mas com uma inquietação. “Empreender significa simplesmente um descontentamento com o que está posto”, afirmou Leonardo Arnt, fundador e CEO da Inoa, durante workshop realizado nesta segunda-feira (30) no IMPA Tech.
Convidado para conversar com os alunos sobre inovação e trajetória profissional, Arnt compartilhou experiências pessoais e reflexões construídas ao longo de mais de uma década à frente da empresa. Para ele, o impulso de empreender nasce da vontade de transformar a própria realidade. “A gente pode decidir não aceitar o que está empacotado pra gente. O ponto é não se contentar com o futuro previsível”.
O executivo destacou que o conceito de empreendedorismo vai além do senso comum. “Empreender não depende necessariamente de abrir empresa, nem de criar produto. É você pegar um futuro previsível e fazer com que o futuro real seja melhor, gere mais valor”, explicou.
Arnt também relembrou o início de sua trajetória, ainda na graduação em engenharia de computação, na UFRJ, quando teve os primeiros contatos com projetos de tecnologia e percebeu novas possibilidades de atuação. Segundo ele, a criação da Inoa foi resultado de uma série de tentativas, erros e oportunidades aproveitadas ao longo do caminho. “A gente se expôs a projetos que abriram outras portas. E isso foi levando, eventualmente, à construção da empresa”, disse.
Hoje, a Inoa desenvolve soluções tecnológicas para grandes instituições financeiras e se destaca pela especialização em resolver problemas complexos. Para Arnt, esse reconhecimento está diretamente ligado à essência do empreendedorismo. “As empresas perceberam que fazíamos tecnologia de um jeito diferente, que resolvia problemas que eles mesmos não conseguiam resolver”.
Apesar dos resultados, Arnt ressaltou que o aspecto mais relevante da trajetória é o impacto gerado. “Tem um lado que é muito mais sensível, que é o impacto na economia, em projetos de inovação. Isso é bem poderoso. A gente dorme feliz por causa disso”, afirmou. Ao final, ele incentivou os estudantes a refletirem sobre seus próprios caminhos e a considerarem trajetórias mais ousadas. “Adoraria incentivar que uma parcela de vocês optasse por uma carreira com um pouco mais de risco”, disse.

Para Josué Ruben, de 17 anos, da turma de 2026, o encontro trouxe novas perspectivas sobre o futuro profissional. “Achei uma história bastante interessante e muito inspiradora. Ter contato com essas oportunidades nos ajuda a formular quais passos devemos seguir”, afirmou. O estudante destacou especialmente a importância de experimentar diferentes caminhos.“Achei muito interessante quando ele falou sobre estar aberto a várias experiências, testar projetos e, com isso, ir refinando o nosso perfil acadêmico e profissional”.
Também da turma de 2026, João Batista, de 20 anos, ressaltou o impacto das reflexões apresentadas. “Adiciona bastante conhecimento para a gente, no sentido de preparar para o que pode acontecer daqui para a frente”, disse. Para ele, uma das principais mensagens foi sobre protagonismo. “O nosso futuro não pode ser predefinido. A gente tem que estar sempre procurando melhorar, inovar, e saber aproveitar as oportunidades quando elas aparecem”.
Fundada no Rio de Janeiro, a Inoa é uma empresa de tecnologia especializada no desenvolvimento de soluções para o mercado financeiro, com foco em sistemas de alta performance e processamento de dados. Ao longo dos anos, a companhia se consolidou como parceira de grandes instituições no Brasil e no exterior. A empresa também é uma das patrocinadoras do IMPA Tech – iniciativa que contribui para a formação dos alunos e para a aproximação entre academia e mercado de trabalho – e participa dos Desafios Industriais propostos aos estudantes.
