Estudantes chineses chegam ao IMPA Tech para semestre letivo
Seis alunos da Universidade de Beihang iniciam intercâmbio no Rio de Janeiro
Nesta segunda-feira (10), seis estudantes da Escola de Ciências Matemáticas da Universidade de Beihang, em Pequim, na China, iniciaram o semestre letivo no IMPA Tech. Eles fazem parte do Programa de Mobilidade Internacional da graduação do IMPA e desembarcaram no Rio de Janeiro no domingo (9).
No IMPA Tech, o grupo foi recebido pela Coordenação de Internacionalização, que organizou uma roda de conversa sobre a vida acadêmica e o cotidiano no Brasil. Os intercambistas conheceram as salas de aula, os laboratórios e as demais instalações do IMPA Tech, no Porto Maravalley.
O diretor-geral do IMPA, Marcelo Viana, participou da recepção e conversou com os estudantes. “Esse é mais um passo importante na nossa estratégia de aproximação com as melhores instituições de ensino e pesquisa da China. No final deste mês, a Universidade de Beihang também receberá nossos alunos para um semestre letivo”, afirmou.
Nos próximos dias, os intercambistas poderão escolher disciplinas do bacharelado em Matemática da Tecnologia e Inovação ou do mestrado do IMPA, na sede do instituto, no Jardim Botânico. Durante a roda de conversa, entre copos de mate e pacotes de biscoito Globo — lanche tradicional do Rio de Janeiro —, os estudantes compartilharam as expectativas para os próximos meses.
“É minha primeira vez na América do Sul, estou muito feliz e empolgada. Quero fazer disciplinas de Ciências de Dados no IMPA, mas também quero sair e conhecer o Rio de Janeiro, viver experiências na cidade”, disse a estudante Yuting Pan.
Yongkang Liang destacou a reputação internacional do IMPA e a oportunidade de ter contato próximo com pesquisadores reconhecidos mundialmente. “Os brasileiros são muito calorosos, estou feliz com a nossa chegada e quero cursar matérias de Matemática. Sabemos que o IMPA é famoso por suas pesquisas e reconhecido mundialmente, é de onde saiu um dos ganhadores da Medalha Fields.”
Para Zhikai Lin, o intercâmbio também representa a primeira viagem internacional. “Estou muito feliz, é minha primeira vez fora da China. Tudo aqui é muito legal. Esse programa foi uma oportunidade que surgiu na universidade, conversando com professores, e estou muito empolgado. Quero aproveitar esse período para praticar meu inglês, conversar com os brasileiros e fazer algumas matérias de Matemática”, disse.
Buddies Program promove acolhimento
Para receber os estudantes chineses, o IMPA Tech criou o Buddies Program, que selecionou graduandos brasileiros para acompanhar individualmente os intercambistas, tanto em questões acadêmicas quanto sociais. A proposta é que cada buddy — “companheiro”, em inglês — auxilie os estudantes estrangeiros em situações práticas do dia a dia, contribuindo para superar possíveis barreiras linguísticas e culturais.
A aluna Carolina Salles foi uma das graduandas selecionadas para participar do programa de acolhimento. “Me inscrevi para conhecer melhor os intercambistas e aprimorar meu inglês. Acho que vai ser uma experiência muito legal. Estou fazendo o curso de chinês aqui no IMPA Tech e quero fazer intercâmbio no meu terceiro ano”, disse.
Graduandos embarcam no final do mês para a China
O Programa de Mobilidade Internacional avança em mais uma etapa no final deste mês. No dia 28 de agosto, 12 graduandos do IMPA Tech embarcam para a China para cursar um semestre letivo. Os estudantes serão divididos entre duas instituições de referência: a Universidade de Beihang e a Universidade de Pequim.
Cada universidade receberá seis estudantes brasileiros, que cursarão disciplinas e participarão de atividades de pesquisa ao longo do semestre. Os participantes são das ênfases de Matemática, Ciência de Dados e Ciência da Computação, em uma distribuição alinhada ao perfil acadêmico das instituições chinesas. O retorno ao Rio de Janeiro está previsto para janeiro de 2027.
Bianca Zavadisk é uma das graduandas selecionadas para a mobilidade acadêmica. “Minhas expectativas são altas. Estou animada para estudar lá, porque teremos disciplinas diferentes, são conteúdos mais específicos que não teríamos aqui. Tenho certeza que vai valer a pena”, afirmou.
