Estudantes do IMPA Tech apresentam projetos no Arduino Day
Evento reuniu iniciativas da cultura maker voltadas à tecnologia acessível
Inovação e criatividade na prática. Estudantes do IMPA Tech participaram, neste sábado (25), do Arduino Day 2026, realizado no Porto Maravalley. Organizado pelo Rio Maker Space, organização colaborativa voltada ao fomento da cultura maker no Rio de Janeiro, o evento promoveu uma imersão em tecnologia, com experiências práticas e exposições de projetos.
Celebrado mundialmente, o Arduino Day destaca o uso do Arduino, uma plataforma de prototipagem eletrônica de código aberto que permite criar projetos tecnológicos de forma simples e acessível. Na prática, funciona como um pequeno computador: com uma placa física e um software gratuito, é possível desenvolver desde aplicações básicas, como automatizar uma lâmpada, até soluções mais complexas, como robôs, sensores ambientais e sistemas inteligentes.
A plataforma opera a partir da coleta de dados por sensores, como temperatura, luminosidade e movimento, que são processados para gerar respostas automáticas. Por isso, o Arduino se tornou uma ferramenta importante para aproximar estudantes de áreas como Programação, Ciência de Dados e Internet das Coisas.
No IMPA Tech, os alunos têm contato direto com essa tecnologia desde o início da graduação: cada estudante recebe um kit de Arduino para atividades práticas e experimentação. Além disso, contam com o FabLab, laboratório equipado com impressoras 3D e cortadoras a laser, que possibilita o desenvolvimento de protótipos multidisciplinares.
Durante o evento, os alunos Órion Moreira e Pedro Henrique de Souza apresentaram um sensor de insalubridade térmica desenvolvido com Arduino e impressão 3D. “O objetivo do projeto foi criar uma alternativa mais acessível aos sensores de estresse térmico tradicionais, que costumam ter alto custo e são utilizados principalmente por órgãos fiscalizadores na área de segurança do trabalho. A proposta é oferecer uma solução viável para pequenas empresas e trabalhadores que não necessitam de laudos técnicos”, explicou Moreira.
O dispositivo utiliza três estruturas de medição com termoresistores distintos: o bulbo seco, exposto ao ar; o bulbo úmido, que simula os efeitos da umidade e da transpiração; e o bulbo inserido em um globo preto, sensível à radiação térmica. A partir desses dados, o sistema calcula uma média ponderada conforme normas regulamentadoras, indicando os índices de estresse térmico em ambientes internos e externos. “Ficamos satisfeitos pelo resultado e não ficamos para trás de outros projetos apresentados”, acrescentou o estudante.
Outro destaque foi o projeto de alarme residencial desenvolvido pelos alunos Maria Letícia Lins, Paulo Henrique Martins e Pollyana Resende. Para demonstrar o funcionamento, o grupo construiu uma maquete interativa. “Criamos um sistema de segurança de baixo custo, fácil de implementar e compatível com soluções de automação residencial. Ele é ativado por cartão RFID e, ao detectar movimento, aciona um alerta com sirene e LEDs”, explicou Maria Letícia.
Além da exposição de projetos, os estudantes participaram de atividades como workshops de eletrônica, sala de realidade virtual com imersão no universo científico e competições de robôs. Para o aluno Daniel Silveira, foi uma oportunidade de trocar experiências com outros participantes do ecossistema maker. “Foi muito bom. É a partir de ideias simples e inovadoras expostas a jovens que despertamos a curiosidade e o incentivo para seguir carreiras científicas. Vejo muito potencial nessa área e acho que ela deve ser incentivada”, afirmou.
