IA pode impulsionar o Brasil — IMPA já faz parte da transformação
Colunista de ‘O Globo’ defende investimento em educação e tecnologia
“A IA virou realidade no mundo corporativo. Existem três novas profissões já registradas e profissionais sendo contratados.” A afirmação é do jornalista Pedro Doria, em reportagem publicada nesta terça-feira (11) no jornal ‘O Globo’. No texto “IA pode nivelar Brasil aos ricos se o país investir no ensino”, Doria analisa o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho e defende que o país tem uma oportunidade histórica de reduzir desigualdades por meio da educação e da inovação tecnológica.
O jornalista se baseia na edição 2025 do Relatório Anual sobre IA da Universidade Stanford, que mostra como a inteligência artificial já está incorporada à rotina de 78% das empresas no mundo, em comparação a 55% no ano anterior. O estudo destaca o surgimento de novas profissões — como engenheiros de prompt, auditores de modelos e “eticistas” de dados — e aponta ganhos expressivos de produtividade nas áreas que adotam soluções baseadas em IA.
De acordo com o levantamento, o uso de assistentes virtuais e algoritmos inteligentes têm impulsionado o ritmo das descobertas científicas, resultando em 44,1% mais pesquisas publicadas, 39,4% mais patentes e 17,2% mais protótipos tecnológicos.
O relatório também projeta impactos diretos sobre a economia brasileira. Setores como o de software podem aumentar a produtividade em até 40% para profissionais em início de carreira. Outro estudo, do Wilson Center, reforça essa tendência: um governo fiscalmente responsável aliado à ampla adoção da IA poderia elevar o PIB brasileiro em até cinco pontos percentuais na próxima década.
“A inteligência artificial pode reduzir a distância entre o trabalhador menos e o mais qualificado. E esse é o grande dilema brasileiro”, observa Doria.
Essa preocupação é compartilhada pelo matemático Marcelo Viana, diretor-geral do IMPA, para quem o domínio da matemática e da ciência é fundamental para o desenvolvimento tecnológico do país. O estudo “Contribuição da Matemática para a Economia Brasileira” — realizado pelo Itaú Social, com apoio do IMPA — revela que apenas 7,4% dos trabalhadores brasileiros atuam em profissões de base matemática, número ainda distante da média dos países europeus.
Frente a esse cenário, o IMPA tem atuado de forma decisiva para colaborar com o Brasil na nova economia digital — unindo ciência, educação e tecnologia de ponta.
IMPA Tech: formando profissionais para o futuro
O IMPA Tech, programa de graduação do instituto, representa um marco nessa transformação. O curso de ensino superior nasceu da necessidade de formar profissionais altamente qualificados para o mercado de tecnologia e inovação, capazes de atuar em áreas como ciência de dados, inteligência artificial, modelagem matemática e desenvolvimento de soluções digitais.
Com uma metodologia que combina rigor científico, aplicação prática e trabalho em equipe, o IMPA Tech prepara seus estudantes para desafios reais do setor produtivo. As disciplinas integram programação, estatística, economia e matemática aplicada, estimulando o raciocínio lógico e a capacidade de resolver problemas complexos — competências cada vez mais valorizadas no mercado global.
Centro Pi: ciência e inovação conectadas ao mercado
O Centro Pi (Centro de Projetos e Inovação IMPA) é outra iniciativa do IMPA que une soluções de IA e mercado de trabalho. O espaço funciona como uma ponte entre a pesquisa acadêmica e o setor produtivo, reunindo pesquisadores, empresas e o poder público em busca de soluções de impacto. Entre as entregas, estão o Projeto Mulheres Brasileiras, em parceria com a Dasa; o Projeto Biomas, desenvolvido com o Imazon; e o Projeto Centro Pi – Petrobras.
