IMPA Tech e MSW firmam parceria para aproximar alunos de startups
Encontro nesta terça (7) marcou início da colaboração com empresas investidas
O IMPA Tech e a MSW Capital, gestora de venture capital, firmaram uma parceria para aproximar estudantes da graduação às startups investidas pela companhia. O primeiro passo dessa colaboração foi dado nesta terça-feira (7), com a realização do evento "Do conhecimento à inovação: como nascem startups de sucesso?", promovido pelo Núcleo de Carreiras e Estágios (NCE).
“A aproximação com os setores produtivos é um princípio constituinte do IMPA Tech. A parceria com a MSW e suas startups abre o caminho para uma colaboração frutífera, capaz de gerar valor para as empresas e a formação dos estudantes, bem como oportunidades profissionais para os egressos da graduação”, destacou o diretor-geral do IMPA, Marcelo Viana.
O encontro reuniu estudantes, representantes da gestora e de startups investidas pela MSW para discutir empreendedorismo, desafios tecnológicos e as possibilidades de aplicação do conhecimento científico na solução de problemas do mercado. A conversa foi conduzida por Viana, ao lado do CEO da MSW Capital, Moises Swirski, e do gerente de desenvolvimento de competências do IMPA Tech, Rafael Beraldo.

“Estamos construindo uma ponte entre dois mundos que por muito tempo andaram separados. Hoje é a construção da primeira viga e vamos aproximar a excelência científica de empresas capazes de transformar a sociedade. O tempo da descoberta está aberto”, afirmou Swirski.
Criada em 2000, a MSW iniciou suas atividades como uma assessoria em valuation e gestão de valor. A partir de 2015, passou a operar um modelo de investimento em startups baseado na colaboração entre empresas cotistas e negócios de base tecnológica com alto potencial de crescimento e soluções inovadoras.
Startups compartilham desafios e experiências
Participaram do encontro representantes de três empresas investidas pela gestora: Tidewise, Árvore e iRancho, que compartilharam suas trajetórias, desafios e experiências de empreendedorismo.
A Tidewise desenvolve e opera sistemas robóticos inteligentes para aplicações marítimas, utilizando embarcações não tripuladas em setores como energia, óleo e gás. "Criei a Tidewise por inconformismo com a forma como lidamos com o oceano. Embarcações não tripuladas têm muitas aplicações e, aqui no Brasil, utilizamos muito essa tecnologia no mercado de energia, óleo e gás", explicou o CEO Rafael Coelho.
Ele também aconselhou os estudantes que pensam em criar suas próprias empresas. “Uma etapa fundamental do empreendedorismo é validar a ideia, para colher feedbacks e entender o que funciona. Conversar com quem está por fora e saber até que ponto as ideias funcionam economicamente são partes fundamentais do processo. É uma trajetória de muita dor e muito aprendizado”, disse.
Já a Árvore é uma plataforma digital de leitura voltada para escolas e instituições de ensino. O software funciona como uma ‘Netflix dos livros’, de acordo com o CEO João Leal. “A Árvore funciona como o acervo digital das bibliotecas escolares, então a ideia é reunir literatura infanto-juvenil, material cultural e um repositório de atualidades. Nos organizamos para disponibilizar um grande acervo e engajar os jovens na leitura”, afirmou.
A plataforma também ajuda a recomendar livros que façam sentido para o nível de leitura e gosto pessoal do aluno, fazendo um “match” entre o leitor e a obra. A Árvore funciona de forma gamificada e, conforme o progresso de leituras avança, os estudantes cultivam uma floresta virtual.
Voltada para a agropecuária, a iRancho oferece um software para gestão de fazenda de gado. O aplicativo busca facilitar a rotina dos pecuaristas e produtores bovinos, oferecendo um sistema que faz controle do gado, gerencia a fazenda e torna o negócio mais rentável. Segundo o CEO Thiago Parente, o sistema atende mais de 12 mil fazendas e gerencia mais de 6,5 milhões de animais.
“Tomei como missão de vida colocar tecnologia na pecuária do Brasil. Temos alguns desafios adicionais nas fazendas, que é a conectividade ruim, usuários com problemas de uso de tecnologia e dispositivos ruins. Precisamos acompanhar a criação do gado, fazer a rastreabilidade, entender como foi a evolução, se o animal teve variação de peso, etc”, explicou.
Para ele, a aproximação entre universidades e empresas é essencial para transformar conhecimento em soluções práticas. "O IMPA Tech é um ambiente muito propício para o aprendizado de ponta. Essa colaboração é fundamental para conectar o setor privado ao ambiente acadêmico. Ainda vemos pouco isso no Brasil, mas é necessário dar aplicabilidade prática à formação dos graduandos."

A parceria também deve resultar em projetos colaborativos voltados à solução de desafios apresentados pelas startups, além da criação de oportunidades de estágio para os estudantes.
"Queremos criar projetos que unam os desafios das empresas às habilidades desenvolvidas pelos alunos na graduação. Alguns seguirão carreira acadêmica e outros irão para o mercado de trabalho, mas todos precisam compreender como esse conhecimento pode ser aplicado para resolver problemas reais", afirmou Beraldo.
Para a aluna Maria Fernanda Costa, o encontro foi uma oportunidade para enxergar possibilidades de atuação no mercado de trabalho. “Nossa graduação é muito aplicada, então podemos usar a matemática para resolver problemas reais. Esse tipo de bate-papo traz uma visão do empreendedorismo, mostrando conquistas e desafios que foram enfrentados por pessoas que estão bem sucedidas agora”, disse.
