‘IMPA Tech foi uma grande decisão da minha vida’, diz aluna Yasmin Silva
Graças às medalhas da OBMEP, jovem saiu da Paraíba para estudar no Rio de Janeiro
Quando a vontade de estudar não se limita a fronteiras, não há barreiras para o conhecimento. Graças ao amor pela Matemática, a jovem Yasmin de Barros da Silva, 20 anos, saiu de Rio Tinto, no interior da Paraíba (PB), para fazer o ensino superior no IMPA Tech, no Rio de Janeiro (RJ). Encantada pela disciplina desde a infância, foi através da OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas) que ela expandiu as perspectivas e enxergou na Matemática uma possibilidade de carreira. Conheça a história no #AlémDasEquações.
Até o final do Ensino Médio, a paraibana estudou na EEEM Frederico Lundgren, onde teve contato com a olimpíada e conquistou duas medalhas: uma prata e um bronze. “Até um certo momento você vê uma matemática muito mecânica, mas na OBMEP você tem uma visão diferente, mais divertida. A partir daí, fui vendo uma parte mais lógica, uma aplicação prática da disciplina”, disse.
Ainda em Rio Tinto, a jovem começou a fazer licenciatura em Matemática na UFPB (Universidade Federal da Paraíba), mas o desejo de ir além instigou Yasmin. “Nunca pensei em sair de casa, mas me inscrevi no processo seletivo do IMPA Tech sem expectativas e fui aprovada. Quando saiu o resultado, eu não acreditei. Atualizei o site umas cinco vezes e a ficha não caía”, contou.
Era hora, então, de fazer uma escolha. “Vir para o IMPA Tech foi uma grande decisão na minha vida. O IMPA trás um nome muito forte. Onde eu estava, parecia que não aproveitava todo o meu potencial, senti que não iria me desenvolver muito.” Yasmin deixou a família para trás e colocou os sonhos na mala, pronta para voar de avião pela primeira vez.
Com destino ao bacharelado em Matemática da Tecnologia e Inovação, ela transformou as medalhas da OBMEP em oportunidade de mudar de vida. “No avião estava uma mistura de emoções. Tinha medo de não me adaptar, de não fazer amigos, de reprovar em alguma disciplina… Mas todos aqui estão pelo mesmo propósito, se ajudando e dividindo os momentos bons e ruins”, disse.
Primeira pessoa do núcleo familiar a fazer uma faculdade, a graduanda tem orgulho das conquistas até aqui. “Aprendi muita coisa nesse tempo. As pessoas falam que estou diferente, mas é porque me transformei. Aqui no IMPA Tech, as oportunidades ‘chovem’ e fico doida querendo fazer tudo. É uma graduação intensa, que vale muito a pena.”
Os estudantes do bacharelado recebem alojamento, auxílio financeiro e bolsa alimentação. Além disso, o NAP (Núcleo de Apoio Psicopedagógico) e o NCE (Núcleo de Carreiras e Estágios) atuam em conjunto para acompanhar os jovens e auxiliar na construção de projetos de carreira a longo prazo. O objetivo é promover uma formação interdisciplinar que valorize tanto competências técnicas quanto sociais e culturais.
“É muito bom poder contar com esse apoio, é o que me permite estar aqui. Temos o suporte diário do NAP, com rodas de conversa e palestras. Já o NCE cuida de nós com os planejamentos de estágios e carreira. Todo esse suporte nos dá uma segurança”, afirmou Yasmin.
Agora, após um ano de curso, a jovem pensa em seguir a ênfase em Matemática, disciplina que a acompanhou até aqui, começando a incluir matérias do mestrado no IMPA na grade curricular do bacharelado. “Acredito que seja o caminho que vou trilhar, mas sem abrir mão do mercado de trabalho.”
Em 16 de março, o novo ano letivo começa, com a chegada de mais 100 estudantes de todo o Brasil. Ao lado das amigas que fez no Rio, Yasmin planeja a recepção dos futuros colegas. “Estamos animadas para recebê-los e dar um suporte. Esse apoio inicial é muito importante. Quero fazer a mesma coisa que tive quando cheguei aqui, porque fomos muito bem recebidas”, disse.