‘IMPA Tech vai somar muito ao Brasil’, avalia Kedson Silva
Em seminário na terça (26), pesquisador apresentou trabalho sobre teoria dos grafos
“O IMPA Tech é um ambiente em que os alunos podem crescer, e somar muito para o Brasil por meio da pesquisa.” A avaliação é do doutor em computação pela UFF (Universidade Federal Fluminense) Kedson Alves Silva, palestrante do seminário “Uma investigação sobre Clique Cover em representações L-EPG”, realizado nesta terça-feira (26) na graduação.
Segundo o pesquisador, a experiência de apresentar resultados acadêmicos para os estudantes reforça o potencial do ambiente de formação e pesquisa do IMPA Tech. “Vejo que aqui temos alunos muito comprometidos. Então, é um prazer estar aqui e compartilhar um pouquinho do meu estudo, dizendo que alguns deles podem também podem superar resultados”, afirmou Kedson.
O seminário abordou o problema clássico “Clique Cover”, da teoria dos grafos, investigado em representações L-EPG — uma classe de grafos de interseção relacionada a caminhos em grades. No trabalho, Kedson apresentou resultados sobre a complexidade computacional do problema, demonstrando que, embora seja NP-completo em representações L-EPG, ele pode ser tratado de forma eficiente em alguns cenários específicos, incluindo abordagens parametrizadas e algoritmos de aproximação.
A pesquisa discute grafos EPG (Edge Intersection Graphs of Paths on a Grid), nos quais vértices são representados por caminhos em uma grade e as adjacências acontecem quando esses caminhos compartilham arestas. Dentro dessa classe, os grafos L-EPG se destacam por restringirem os caminhos a formatos simples, como “L”, linhas horizontais ou verticais.
Entre os estudantes presentes, o tema despertou interesse especialmente pela conexão entre matemática e computação. O aluno Huann Vicente, da turma de Computação de 2025 do IMPA Tech, contou que já havia tido contato com conceitos de grafos antes mesmo da graduação.
“Quando iniciei minha trajetória em programação, em 2022, tive maior contato com linguagem web e percebi que muitas aplicações utilizam grafos. Existe um modelo de imagem chamado SVG, muito usado em ciência de dados, que trabalha com esses conceitos. Então, já é uma coisa que faz parte do meu universo”, explicou.
Entusiasta da área, Huann afirmou que participou do seminário para aprofundar os conhecimentos no tema. “Achei uma correlação muito legal entre computação, computação gráfica e matemática”, disse o estudante, de 22 anos, que também possui formação técnica em desenvolvimento de sistemas.
