‘Todos os dias vou dormir grata por estar no IMPA Tech’, afirma aluna
Paula Pires descobriu na OBMEP a paixão pela matemática
A matemática entrou cedo na vida de Paula Pires. O pai, próximo da área, costumava incentivá-la a aprender além do que era ensinado na escola. As brincadeiras com tabuada foram um dos primeiros contatos da estudante com a disciplina. Natural de Vila Velha (ES), hoje, aos 18 anos, a jovem é aluna do bacharelado em Matemática da Tecnologia e Inovação, no Rio de Janeiro (RJ). Conheça a trajetória no #AlémDasEquações.
Ainda no 6º ano, a relação com a disciplina ganhou novos contornos ao conhecer a OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas). Na competição, Paula descobriu um universo que ia muito além da sala de aula. Vieram outras competições de matemática e raciocínio lógico e, com elas, uma paixão que ajudaria a definir seus próximos passos. “Acho que nunca teria chegado aqui se não fosse pela OBMEP. Foi ela que mostrou que eu gostava muito de matemática e queria me aprofundar mais”, relembra.
Paula fez o Ensino Médio no IFES (Instituto Federal do Espírito Santo). Naquela época, ainda não sabia exatamente qual carreira seguir. Medicina e Ciência da Computação estavam entre as possibilidades, mas a aprovação no IMPA Tech, por meio do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), mudou tudo.
Integrante da turma de 2026, a graduanda chegou ao IMPA Tech em março. “Esses meses aqui mudaram muito a minha vida, não apenas em termos de amadurecimento pessoal, mas também pela motivação para crescer e querer continuar aqui. Todos os dias vou dormir grata por estar no IMPA Tech”, disse.
A rotina intensa do primeiro período veio acompanhada de novas experiências, dentro e fora da sala de aula. Paula se envolveu com projetos de extensão, como o Soma Social, que oferece aulas gratuitas de matemática básica para pessoas da comunidade. “Acredito que a ciência precisa ser divulgada para além da sala de aula. Como estudamos num lugar de excelência matemática, nada mais justo do que ajudar outras pessoas a entender a disciplina como nós”, disse.
A estudante também destaca a interdisciplinaridade da grade curricular, a criatividade dos professores e a infraestrutura disponível para os alunos. Entre as possibilidades para os próximos períodos, ela pretende seguir a ênfase em Dados.
O bacharelado do IMPA Tech oferece um ciclo básico de um ano. Depois, os graduandos devem optar por uma das ênfases: Matemática; Física; Inteligência Artificial e Ciência de Dados; ou Ciência da Computação.
A chegada ao Ensino Superior também foi viabilizada pelos auxílios financeiro e alimentação oferecidos aos alunos. Além disso, os maiores de idade possuem alojamento estudantil, em uma parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro. Para Paula, o suporte é fundamental. “É uma oportunidade que faz com que muita gente, de todo o país, possa estudar e se manter aqui”, destaca.
Para o futuro, a jovem se imagina com uma rotina que combine investigação científica e ensino da matemática. “Penso em trabalhar dando aula e sendo pesquisadora, como alguns dos nossos professores”, disse. Ainda no início da graduação, ela já encontrou na matemática não apenas uma área de estudo, mas possibilidades para construir o próprio futuro.
