Volta às aulas: confira novidades e expectativas acadêmicas
Início dos estágios, escolhas de ênfases e chegada de calouros marcam novo período
O ano letivo de 2026 do IMPA Tech começou nesta segunda-feira (16) repleto de oportunidades para os estudantes do bacharelado em Matemática da Tecnologia e Inovação. Cerca de 100 novos alunos foram selecionados em todo o Brasil para iniciar a trajetória na graduação.
“Quero parabenizá-los por terem alcançado essa seleção e dizer que o talento e o trabalho os trouxe até aqui. Agora o jogo começa – não é um jogo fácil, mas um trabalho intenso e com dedicação quase integral”, destacou o diretor-geral do IMPA, Marcelo Viana, ao dar boas-vindas aos alunos.

Além da chegada dos novos alunos, 2026 marca uma nova fase para as turmas anteriores, que chegam a etapas mais avançadas do curso. Depois de dois anos no Porto Maravalley, os discentes que entraram em 2024 passam a ter aulas na sede do IMPA, no Jardim Botânico, no Instituto de Física da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e na Coppe/UFRJ.
“A turma 2024 começa a ter aulas fora do campus, junto com estudantes de mestrado do IMPA e de outras instituições parceiras. Já os alunos da turma 2025 estão escolhendo suas ênfases: Matemática, Ciência de Dados, Física ou Ciência da Computação”, explicou Viana.
Outra novidade deste ano é o FabLab. Inaugurado nesta segunda-feira (16), o novo laboratório é dedicado à fabricação e à criação, fundamentado na cultura maker. Equipado com impressoras 3D e cortadoras a laser, o espaço possibilita o desenvolvimento de protótipos e projetos multidisciplinares práticos.
O projeto acadêmico da Física Experimental do IMPA Tech será um dos beneficiados pelo laboratório, que poderá utilizar o espaço para realizar atividades práticas. “O Brasil peca em ensinar ciências de uma forma descorrelacionada com o experimento. A maioria de vocês aprendeu com quadro e giz na abstração, mas não ter uma base empírica e experimental é muito ruim para formar cidadãos e pessoas que vão para a sociedade”, destacou o professor Cláudio Lenz, supervisor da ênfase em Física da graduação.

A gerente acadêmica Nara Bobko reforçou a importância do novo espaço e a consolidação das parcerias institucionais. “O FabLab dará autonomia aos alunos para criar, explorar e descobrir coisas novas. Além disso, estamos firmando novas parcerias acadêmicas e com empresas. Isso é bastante importante porque alguns alunos começam a fazer os estágios neste ano”, disse a gerente.
A partir do segundo semestre, estudantes da turma 2024 poderão começar os estágios supervisionados. Nesse contexto, o NCE (Núcleo de Carreiras e Estágios) vem consolidando uma rede de contatos importantes. Os Desafios Industriais, que já acontecem desde o início do ano, propõem problemas reais de organizações dos setores públicos e privados, como Stone, Inoa e a IplanRio.
A expansão internacional do IMPA Tech também ganhou um novo capítulo neste período. As aulas de mandarim realizadas em parceria com o Instituto Confucius, da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) foram retomadas e a coordenação de internacionalização e extensão foi estruturada. Além disso, nesta terça-feira (17), o NCE organizou um bate-papo com Dércio Santiago, da Fundação Estudar, que oferece bolsas de estudo no Brasil e no exterior.
“O IMPA Tech é um programa de formação profissional, mas que possui flexibilidade – não apenas na escolha da ênfase, mas todos os caminhos são personalizados. Buscamos oferecer vias que atendam às preferências pessoais. Tenho certeza que alguns querem demonstrar teoremas e serem pesquisadores na área matemática e outros sonham em ter uma vida profissional bem sucedida. Tem espaço pra todo mundo”, afirmou Viana.
Expectativas dos novos estudantes
Com tantas novidades, os novos estudantes do IMPA Tech chegam ao instituto em um momento de consolidação da graduação. O processo seletivo 2026 considerou conquistas dos jovens em olimpíadas científicas, como a OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas), ou a nota da prova de Matemática do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Os alunos vêm das cinco regiões brasileiras e estão empolgados para o futuro no Rio de Janeiro.
Maria Letícia Lins, 18 anos, saiu de João Câmara (RN). “Vim pra cá porque vi a oportunidade de juntar matemática com inovação e adquirir novos conhecimentos. Sempre gostei da disciplina e a OBMEP abriu portas para mim. O PIC (Programa de Iniciação Científica Jr.) foi um dos motivos que me trouxe para o IMPA Tech”, disse.
Esley Pires, 18 anos, veio de Conceição (PB), e também destacou a importância da OBMEP na sua trajetória acadêmica. “A competição é uma das maiores oportunidades que temos no Brasil, porque incentiva os jovens a ingressar nesse universo e conhecer uma matemática um pouco mais avançada. Saí da Paraíba e vim para o Rio de Janeiro por causa das oportunidades que o IMPA Tech oferece. Estamos ao lado de empresas de tecnologia, temos professores do IMPA e a grade curricular é inovadora”, destacou.
Já Maria Eduarda Dantas, 22 anos, é carioca e foi aprovada através do Enem. “Sou apaixonada por Matemática desde pequena. Resolvi vir pra cá guiada pela minha paixão. Quero aprender coisas novas e crescer enquanto estudante”, disse. Para ela, a cota feminina do IMPA Tech foi um diferencial. “É uma iniciativa incrível porque é uma área que não tem muitas mulheres ainda, mas temos de tudo para dominar esse mercado”, acrescentou.
